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“As pessoas tomavam uma pírula vermelha”

“O cara tá fazendo o símbolo do Comando Vermelho ali, prende ele!” — Ciro Gomes, pré-candidato ao Governo do CE (PSDB), confundindo gesto do “C” de Ciro, feito por um apoiador, com as iniciais da facção “CV”. No quesito insalubridade, ser cabo eleitoral do Ciro Gomes já é quase tão arriscado quanto ser aviãozinho do tráfico. 

“Olha o papelzinho aqui” — Neymar, mostrando comprovante impresso em jogo em que acabou substituído por erro do árbitro. É por isso que eu sou contra a placa eletrônica. Substituições, só com placa manual e auditável! 

“Falam mais isso de mulheres do que de homens. Tem vários atores que fazem sempre o mesmo papel, mas pegam mais no meu pé” — Tatá Werneck, humorista, sobre sempre fazer o mesmo papel. A atuação medíocre é uma das poucas áreas em que conquistamos a igualdade de gênero. E, mesmo assim, as feministas ainda arrumam do que reclamar. 

“Eu acho engraçado o cara que quebrou o Brasil querer falar de gestão fiscal” — Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), governador de SP , sobre críticas de Fernando Haddad às finanças do estado. Depois que o Lula falou em combater o crime organizado, virou bagunça. Agora, qualquer um pode falar qualquer coisa.

“Não há cobertor para cobrir tudo, a gente não vai conseguir fiscalizar como se deveria” — Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, sobre a falta de servidores no órgão. Tenho quase certeza de que, nessa hora, o intérprete de Libras traduziu: “Atenção, galera do colarinho branco, a porteira tá aberta!”. E olha que eu nem entendo de Libras. 

“Fui presa por trabalhar, por advogar” — Deolane Bezerra, advogada apoiadora de Lula, presa por suspeitas de ligação com o PCC. Quem disse que “o trabalho dignifica o homem” nunca conheceu um advogado progressista. 

“Tem que votar no PT, senão a casa não sai” — Líder Comunitária de Itaituba/PA, em áudio vazado em que insinua uso do “Minha Casa, Minha Vida” para compra de votos. Uma vez eu recebi uma ligação dizendo para votar no PT, “senão a casa cai”. Mas acho que eles não estavam se referindo ao Minha Casa, Minha Vida… 

“Eu estou sendo processado por uma juíza, na própria comarca dela, o que é uma coisa que eu acho que não é nem legal” — Antônio Fagundes, ator militante, revelando ser alvo de processo após discussão com juíza que chegou atrasada a espetáculo. Reclamando de juiz parcial? Cuidado, hein… No Brasil de hoje isso é uma cilada, Bino! 

Dark Horse 

“Pode vazar um ‘videozinho’ mostrando o estúdio, algum encontro que eu possa ter tido com ele. Tudo para tratar do filme, não vai ter surpresinha” — Flávio Bolsonaro, sobre a possibilidade de novos vazamentos de sua ligação com Daniel Vorcaro. A esta altura, só de não vazar uma mensagem dele te chamando de “peleleco”, já estamos todos no lucro. 

“O problema não foi uma doação pro Flávio, é o filme para tentar legitimar o papel do Bolsonaro” — José Genoíno, ex-deputado petista preso no Mensalão, sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Onde já se viu tamanho absurdo? Depois de reabilitarem os verdadeiros titãs da corrupção nacional, seria um desrespeito às nossas instituições legitimar alguém  preso por uma reuniãozinha com embaixadores. Não podemos banalizar a mutreta desse jeito!

“Fui duro porque fiquei muito decepcionado. É página virada” — Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, sobre críticas feitas a Flávio Bolsonaro por ligação com Daniel Vorcaro. É, Zema, quem tem trem de vidro não joga trem no trem dos outros. 

“Eu fui, sim, ao encontro dele, para botar um ponto final nessa história” — Flávio Bolsonaro, admitindo encontro com Vorcaro após prisão do banqueiro. Prometeu um ponto final, mas entregou alguns pontos de interrogação. 

“Lula só esqueceu de uma coisa: ele está com o diabo e a gente está com Deus” — Flávio Bolsonaro. Deus e o diabo escolhem lado. Ecumênico, só o Daniel Vorcaro. 

“Eu tenho certeza de que não há nenhum contrato direto com o CPF do Daniel Vorcaro ou o CNPJ do Banco Master” — Eduardo Bolsonaro, ex-deputado exilado, explicando informações contraditórias sobre investimento de Daniel Vorcaro no filme sobre seu pai. Sem querer ser chato, mas não seria exatamente assim que funciona a lavagem de dinheiro? 

“Só te agradecer, meu irmão! Vamos mexer com o coração de muita gente” — Mário Frias, ex-secretário de Cultura e produtor do filme “Dark Horse”, em áudio para Daniel Vorcaro. E como mexeu! Eu mesmo quase tenho um ataque cardíaco a cada novo vazamento. 

“O Flávio, você tem que perguntar para ele!” — Michelle Bolsonaro, ao ser perguntada sobre polêmicas envolvendo o enteado. É, filho feio pode até ter pai, mas pelo visto não tem madrasta.

“Nosso irmão em Cristo, Alexandre de Moraes, liberou o cabeleireiro [para Jair Bolsonaro]” — Michelle Bolsonaro, sobre a generosidade de Alexandre de Moraes com seu marido. Calma lá, irmão, não! No máximo aquele primo distante que envergonha a família. 

“Nunca me viram envolvido em qualquer tipo de patifaria que possa denegrir a imagem de um homem público” — Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência (PSD-GO). Talvez seja verdade. Mas se o Kassab te escolheu a dedo, uma boa razão ele teve. E no faro dele a gente confia até no escuro. 

“Ladrão é o teu chefe. Abre o olho, rapaz” — Flávio Bolsonaro, em discussão com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) em sessão do Congresso. Dizem que, depois dessa, não teve um só deputado que não arregalasse os olhos.

Dark Pangaré 

“O país já poderia ser a sexta economia do mundo. Não é porque está cheio de gente que quer administrar o país e não tem a menor noção” — Lula, sobre nossas mazelas econômicas. Chega a ser inspiradora a garra com que Lula protege o nosso atraso contra as ameaças do desenvolvimento. 

“Nesse hospital aqui não tem dinheiro do Vorcaro” — Lula, inaugurando hospital em Barretos-SP, dias após vazamento de áudio entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. O que a gente queria saber mesmo é se no bolso do Vorcaro não tem dinheiro desse hospital. 

“O pobre termina pagando o plano de saúde do rico” — Lula, criticando a dedutibilidade de gastos com saúde no IR. Para mais dicas sobre como se tratar no Sírio-Libanês entubando a conta no contribuinte, siga o Lula nas redes sociais. 

“Eu jamais pediria para o Trump não gostar do Bolsonaro” — Lula, em entrevista ao The Washington Post, jornal da esquerda americana. Afinal de contas, para isso ele tem um chanceler particular, o Joesley Batista. 

“Cadê o dinheiro que o seu filho roubou do INSS?” — perguntaram Populares, durante visita de Lula à Bahia. E então, numa reviravolta digna de novela mexicana, Lula teria revelado que o Lulinha é, na verdade, o filho de um amigo.

“Eu vou viver 120 anos. Deus já sabe, eu não quero ir pra lá” — Lula, durante evento de pré-campanha. O Lula é um cara coerente, já tinha deixado isso bem claro desde Isaías 14:12. 

“Não mexam nem com a Simone [Tebet] nem com a Marina [Silva]. O que vocês podem fazer com elas um dia é dar votos para as duas” — Lula, pedindo votos para suas ex-ministras, durante evento em SP. Mas como assim “dar” meu voto? Ele sabe melhor do que ninguém que não existe petista grátis! 

“O mundo vivia numa realidade virtual e as pessoas tomavam uma pírula [sic] vermelha. Por isso o ‘red pill’, que transformava o olhar delas para ver a realidade e não a realidade criada pela Matrix” — Janja Lula da Silva, explicando o significado da expressão “red pill”, que se popularizou na chamada “machosfera”. Pois é… pra encarar essa primeira-dama que é uma mistura de Dilma com Seu Creysson, não tem “pírula” vermelha, nem “pírulazinha” azul, que dê jeito… O brasileiro precisa tomar uma “pírulazona” de Rivotril de hora em hora. 

Inferior Tribunal Federal 

“Uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me matar” — Flávio Dino, ministro do Supremo (STF-MA), relatando suposta ameaça em aeroporto. Cabeleireira, pipoqueiro e agora aeromoça… a maior ameaça à democracia no Brasil é o proletariado. 

“Acompanho o STF torcendo a favor dele” — Luís Roberto Barroso, ex-ministro do Supremo. Isso explica os boatos de que o Barroso teria sido avistado vestido como cheerleader, segurando pompons, pela Asa Sul.

Mocinho Ney 

“Sou contra, acho um absurdo. Acho que premia a misoginia e o machismo” — Reinaldo Azevedo, ex-jornalista em atividade, sobre a convocação de Neymar para a Copa. A Márcia Sensitiva já até previu o vexame: o Brasil vai perder a final por duas misoginias do Neymar no tempo regulamentar e um machismo na prorrogação. 

“O Neymar é como os Bolsonaro: faz tudo errado, mas está sempre no meio da notícia” — Juca Kfouri, comentarista de futebol militante. Já outros políticos são como o goleiro Bruno: cometem atrocidades, saem da cadeia por uma decisão tresloucada e, quando você acha que sumiram de vez, reaparecem nos braços da torcida em algum rincão esquecido do país. 

“Neymar terá que lidar com o fato de defender um país que não gosta dele” — Milly Lacombe, comentarista de futebol.  Milly, entenda: a Seleção é a “pátria de chuteiras”, não a “pátria de franjinha-pai-ausente e piercing no nariz”. 

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