O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), respondeu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que os pedidos de viagem internacional do deputado Mário Frias (PL-SP) “ainda estão em apreciação” e não foram autorizados pela Casa.
A resposta foi dada à cobrança de Dino por esclarecimentos sobre a permanência do parlamentar no exterior, que está nos Estados Unidos. Frias tem respondido às denúncias surgidas na semana passada de que o filme que é produtor executivo, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teria recebido dinheiro do banqueiro preso Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master.
Segundo Motta, Frias fez dois pedidos de missão oficial internacional, um para o Reino do Bahrein e outro para os Estados Unidos, ambos sem custos para a Câmara dos Deputados. “Os pedidos ainda estão em apreciação”, informou em uma nota nesta quinta-feira (21), ressaltando que nenhuma das viagens recebeu autorização oficial até o momento.
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O primeiro pedido feito por Frias se refere a uma viagem ao Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio, com afastamento previsto de 11 a 19 de maio de 2026. Já a segunda solicitação previa agenda nos Estados Unidos entre 19 e 21 de maio, com afastamento entre os dias 18 e 22 de maio.
Na resposta encaminhada ao STF, Hugo Motta também informou que Mário Frias esteve em “licença para tratamento de saúde” entre os dias 14 e 27 de abril. O documento foi enviado após Flávio Dino exigir detalhes sobre prazo, custos e pagamentos relacionados à missão internacional mencionada pelo deputado.
“Prezado Ministro Flávio Dino, soube pela imprensa que o senhor gostaria de algumas informações a meu respeito. Estou em agenda oficial, com conhecimento do meu presidente Hugo Motta. Chegarei ao Brasil dia 25 de maio, desde já me colocando à disposição de Vossa Excelência, para inclusive um encontro ao vivo, ocasião em que será uma otima oportunidade para prestar todos os esclarecimentos que desejar”, justificou Frias a Dino em uma rede social.
O deputado do PL ainda não retornou ao Brasil, enquanto um oficial de Justiça tenta notificá-lo há mais de um mês em uma ação que apura o repasse de emendas parlamentares para organizações não governamentais ligadas à produção do filme sobre Bolsonaro. A investigação cita a destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, produtora do longa-metragem.
Em março, Flávio Dino determinou que Frias se manifestasse em até cinco dias sobre os fatos apresentados pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) em uma ação protocolada no STF. O pedido busca apurar possíveis irregularidades na destinação de recursos públicos para entidades ligadas à produção audiovisual.
Desde abril, o Supremo registra sucessivas tentativas frustradas de localizar o parlamentar. Oficiais de Justiça fizeram buscas no gabinete de Mário Frias em Brasília e também tentativas de contato em endereços ligados ao deputado em São Paulo, mas não conseguiram encontrá-lo.
Na última sexta-feira (15), Flávio Dino abriu uma apuração preliminar para investigar o envio de emendas parlamentares de deputados do PL a ONGs ligadas à produtora do filme “Dark Horse”.

















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