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Oposição articula jornada flexível contra fim da escala 6×1

Parlamentares da oposição no Senado Federal organizam uma ofensiva para modificar a proposta que extingue a jornada de trabalho 6×1. Com a liderança do senador Rogério Marinho, o grupo defende um modelo de jornada flexível como alternativa ao texto aprovado recentemente pela Câmara.

Qual é a principal proposta da oposição para substituir o fim da escala 6×1?

A oposição defende a chamada jornada flexível. Em vez de uma regra única que obriga dois dias de folga para todos, esse modelo permitiria que patrão e empregado negociassem livremente o formato do trabalho. A intenção é manter os direitos básicos, como férias e 13º salário, mas dar liberdade para definir as horas e a remuneração de forma proporcional ao tempo trabalhado.

Por que parlamentares criticam a rapidez na aprovação dessa medida?

Senadores afirmam que a proposta aprovada pelos deputados avançou de forma apressada e sob forte pressão popular, sem avaliar os riscos econômicos. O argumento é que uma mudança brusca pode pesar no bolso de pequenos empresários e causar demissões ou aumento da informalidade, já que alguns setores dependem da estrutura atual para funcionar.

O que muda na jornada se a proposta aprovada na Câmara for confirmada?

O texto que veio da Câmara reduz a carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas sem que o salário do trabalhador seja reduzido. Na prática, isso acaba com a rotina de trabalhar seis dias para folgar um (6×1). Os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de descanso por semana, a escala 5×2, preferencialmente com uma folga aos domingos.

Como está o clima político no Senado para a votação desse tema?

Existe uma disputa entre dois modelos. De um lado, governistas querem agilizar a votação para entregar qualidade de vida aos trabalhadores. De outro, a oposição quer levar o texto para mais comissões, como a de Assuntos Econômicos, para atrasar a decisão e garantir um debate mais profundo sobre os custos para as empresas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou que não travará a pauta, mas não terá a mesma pressa da Câmara.

Quais são os próximos passos da tramitação no Senado?

O texto agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será analisado por até quatro semanas. O rito de votação e os nomes dos relatores devem ser definidos em reuniões entre líderes partidários. Para que as novas regras valham ainda este ano, o projeto precisaria ser aprovado antes do recesso parlamentar, que acontece em julho.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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