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“Derrete à velocidade da luz”, diz professor da FGV sobre Moraes

No programa Última Análise desta quarta-feira (24), os convidados falaram sobre a complicada situação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, perante os EUA. Ao contrário do divulgado por parte da imprensa brasileira, Moraes segue sem defesa oficial no processo que corre na Flórida, movido pela Rumble e Trump Media, por ordens ilegais de censura. Assim, o risco de condenação aumenta.

“Antes, Moraes era percebido como herói e o presidente americano Donald Trump como tirano, até mesmo pela cultura política dos EUA, de forma geral. Esta imagem está se derretendo à velocidade da luz. A corte italiana já fez crítica direta, a espanhola uma indireta e agora foi a vez da corte na Flórida”, afirma o professor da FGV Daniel Vargas.

Para além do agravamento da situação processual, há também uma pressão de parlamentares republicanos para que o governo dos EUA aplique, novamente, a Lei Magnitsky contra Moraes, substituindo possíveis tarifas comerciais por sanções individuais diretas ao ministro.

“A pressão vai acontecer e tem que ser assim. A aplicação da Lei Magnitsky tem perfeito cabimento, diante de tudo o que Moraes e outros ministros fizeram e continuam fazendo”, critica o escritor Francisco Escorsim.

A infeliz fala de Lula

Na nota etapa do programa “Celular Seguro”, o presidente Lula (PT) fez um alerta para que a população tenha mais cuidado ao utilizar o celular em locais públicos. O petista afirmou que o cidadão “não fique vacilando” com o aparelho na mão para evitar roubos e furtos.

Lula assinou decreto que torna o programa uma política pública permanente e instituiu o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Veloso, afirmou que a plataforma deve funcionar como uma espécie de “Serasa dos celulares roubados”.

Escorsim afirma que a iniciativa é uma “inversão completa dos valores”. Segundo ele, “há uma preocupação grande, por parte do governo, de que tudo se transforme em um ‘tiro pela culatra’, pois a pessoa que comprou um celular não necessariamente é uma receptadora, nem tem a obrigação de saber que é frutuo de roubo”.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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