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Capitão do Irã critica Fifa e chama Copa do Mundo 2026 de “desastrosa”

A seleção do Irã empatou pela terceira vez na Copa do Mundo nesta sexta-feira (26) diante do Egito, por 1 a 1. Após o confronto, o capitão Mehdi Taremi fez duras críticas à Fifa e classificou o torneio como um desastre, além de mencionar os problemas logísticos enfrentados pela delegação.

“É um mundial desastroso. Um desastre. A Fifa tem que resolver todos os problemas aqui, mas, infelizmente não resolveu nada desde o início. O senhor (Gianni Infantino) veio ao nosso vestiário no primeiro jogo e disse que era apenas o começo, mas a fase de grupos termina amanhã e ainda não temos o nosso pessoal da logística aqui”.

Na entrevista, o atacante do Olympiacos também disparou contra as viagens enfrentadas pelo Irã desde o início do torneio. Os iranianos reclamam do tratamento recebido pelas autoridades dos Estados Unidos. A delegação tem restrições no território norte-americano e só podem permanecer no país durante o dia dos jogos, tendo que retornar ao México imediatamente após o encerramento das partidas.

“Estamos sempre tendo que viajar para Tijuana. Nós amamos o povo do México. Amamos Tijuana. As pessoas são muito humildes e nós gostamos delas. Como jogadores profissionais, em uma competição profissional, isto não é certo. Não é justo. Se para a Fifa é justo, ótimo para eles. Mas não é justo. Quem quer nos ajudar? Ninguém”.

Com três empates até o momento, o Irã mantém chances de classificação para a próxima fase como um dos melhores terceiros colocados. No grupo G, a equipe enfrentou Nova Zelândia, Bélgica e Egito, mas não conseguiu sair da igualdade.

Para conquistar a vaga, terão de torcer contra Croácia, Argélia ou RD Congo neste sábado (27). Os croatas e argelinos só precisam de um empate para ultrapassar os iranianos, enquanto os congoleses precisam da vitória.

Em uma das falas mais importantes, o atacante Taremi, ao ser questionado, admitiu que tem a impressão de que a Fifa quer ver a eliminação do Irã na Copa do Mundo.

“Temos que lutar contra tudo aqui. Não sei se as pessoas querem isso ou não, mas, da nossa perspectiva, parece que sim”.

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