
Desde novembro de 2025, a Polícia Federal investiga um esquema de fraudes financeiras e corrupção envolvendo o Banco Master e instituições públicas. A Operação Compliance Zero já atingiu 10 fases, revelando uma rede que inclui banqueiros, políticos de renome e agentes de segurança.
Como começou a investigação e quem é apontado como líder?
A operação teve início para apurar a criação de carteiras de crédito falsas fornecidas pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Daniel Vorcaro, dono do Master, é apontado pela PF como o líder da organização. Ele é suspeito de comandar fraudes, lavagem de dinheiro e de manter uma estrutura paralela de espionagem para intimidar adversários e proteger seus negócios.
Quais políticos de destaque foram alvos da Polícia Federal?
A investigação alcançou nomes importantes do Congresso e do Executivo. Entre os alvos estão os senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner, suspeitos de atuar em favor dos interesses de Vorcaro no Legislativo em troca de vantagens financeiras. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também foi investigado por suposta influência no investimento de bilhões de reais da previdência estadual no Banco Master.
O que era a Turma e como ela funcionava?
A Turma era o nome dado a uma suposta milícia privada ou estrutura paralela de inteligência vinculada ao grupo investigado. Composta por policiais federais da ativa e aposentados, essa ala era responsável por monitorar, coagir e obter dados sigilosos de desafetos e concorrentes de Daniel Vorcaro. O grupo teria continuado a agir sob o comando do pai do banqueiro após a primeira prisão do empresário.
Qual foi o papel de funcionários do Banco Central e do BRB?
Investigações apontam que ex-diretores e chefes de departamentos do Banco Central atuavam como consultores informais de Daniel Vorcaro, fornecendo orientações privilegiadas para facilitar a regulação e aquisição de bancos. No BRB, ex-dirigentes como Paulo Henrique Costa foram presos por suspeita de facilitar transações bilionárias fraudulentas com a instituição privada.
Por que publicitários e advogados também foram investigados?
A PF identificou o envolvimento de advogados na criação de mecanismos jurídicos para ocultação de patrimônio e de publicitários em ações batizadas de ‘Operação DV’. O objetivo dessas ações era contratar investigações contra jornalistas e executivos de bancos concorrentes, além de atacar a credibilidade das instituições brasileiras através de campanhas de difamação.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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