A Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos da República Federativa do Brasil (ANPV) protocolou, nesta quarta-feira (8), uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar um mecanismo do Código Penal que estabelece que, apesar da pena máxima de 40 anos, o cálculo é reiniciado caso haja uma nova condenação. Para a entidade, tal trecho cria, na prática, a possibilidade de prisão perpétua, o que é vedado pela Constituição.

“Uma pessoa que cumpriu 40 anos envelheceu, sua saúde está severamente comprometida, sua capacidade de trabalho é reduzida. Reiniciar a contagem de pena significa condená-la à morte no cárcere, pois dificilmente sobreviverá a mais 40 anos de encarceramento”, diz a petição inicial.

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Atualmente, um condenado pode ficar preso por até 40 anos no Brasil. Antes da mudança promovida pelo pacote anticrime, a pena máxima era de 30 anos. Na ação, o método de cálculo é atribuído erroneamente ao pacote de 2019, uma vez que existe desde 1984, instituído por uma reforma no Código Penal assinada pelo então presidente João Figueiredo.