A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (21) uma ação par cumprimento de mandado de busca e apreensão dentro do âmbito da operação Sem Desconto. Foram levados veículos que pertencem ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Sua defesa alegou já ter informado sobre os bens no ano passado.
O objetivo da investigação seria assegurar a “descapitalização” do investigado, que, segundo as investigações, estaria envolvido no esquema que realizava descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas. Entre os modelos, foram levados um Audi R8 V10, um Opala Diplomata vintage e um BMW M5, mantidos em uma garagem em Brasília (DF). Juntos, os veículos poderiam valer até R$ 3 milhões.
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A apreensão dos carros aconteceu após autorização do relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça. O “Careca do INSS” foi o único alvo desta fase da Operação Sem Desconto. Em março, o STF autorizou o leilão de carros e motos no valor de R$ 6 milhões. No último dia 14, Antunes foi indicado por corrupção e lavagem de dinheiro.
A defesa do investigado informou que sempre esteve “à disposição” para facilitar a apreensão, “de modo a afastar qualquer alegação de dilapidação ou ocultação patrimonial”. Os advogados disseram que indicaram a“localização dos bens” e que “colocou-se à disposição” para os trâmites da apreensão pelas autoridades.
Histórico
O “Careca do INSS” foi preso em setembro, depois de ser alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar o desconto ilegal em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo as investigações, ele seria um dos principais operadores do esquema que pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões.
Em setembro de 2025, Antunes negou participação no esquema durante um breve pronunciamento à CPMI do INSS. Na ocasião, ele classificou sua prisão preventiva como “uma medida extremamente grave, baseada em premissa absolutamente equivocada”.
A Polícia Federal (PF) investiga o suposto elo entre o filho do presidente, Lulinha e o “Careca do INSS”, além de uma viagem a Portugal paga pelo lobista. Apura-se a existência de uma triangulação de recursos e o uso de empresas de fachada nos pagamentos de recursos, oriundos das fraudes previdenciárias. Em maio, o comando das investigações foi trocado, o que gerou críticas de possível influência política na decisão.

















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