Em ano eleitoral, discursos sobre valores, princípios e compromissos costumam ocupar boa parte da propaganda dos candidatos a deputado federal. Mas, para saber o quanto um deputado efetivamente se manteve fiel às posições que defende, existe um indicador mais objetivo do que a retórica: o seu histórico de votações na Câmara, em Brasília. 

É justamente essa a proposta do Ranking de Plenário do Instituto Monte Castelo, que analisou 50 votações realizadas pela Câmara dos Deputados entre 2023 e 2026 e classificou os parlamentares de acordo com o quanto seus votos coincidiram com as recomendações da entidade. O levantamento atribui notas de zero a dez e considera temas como liberdade econômica, direito de propriedade, redução do tamanho do Estado, defesa da vida, família, liberdade de expressão, armamento civil e combate à corrupção e ao abuso de poder. 

O resultado revela uma forte divisão ideológica entre as bancadas. O Novo aparece na primeira colocação entre os partidos, com média de 9,07 pontos, seguido pelo PL, com 7,17. Depois dos dois líderes aparecem União Brasil, PP, PRD e Republicanos, todos com notas superiores a cinco. Na parte inferior da tabela, a concentração partidária é totalmente de esquerda. PT (que não alcança nem um único ponto), PSOL, PCdoB, Rede, PV e PSB ocupam as seis últimas posições: 

Partido  Nota 
NOVO  9,07 
PL  7,17 
União Brasil  5,45 
PP  5,43 
PRD  5,40 
Republicanos  5,25 
Cidadania  5,09 
PSDB  5,06 
Podemos  4,62 
PSD  4,47 
MDB  4,29 
Solidariedade  4,16 
Avante  3,87 
PDT  2,77 
PSB  2,10 
PV  1,40 
Rede  1,29 
PCdoB  1,12 
PSOL  1,00 
PT  0,98