As novas revelações sobre as mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro dão ainda mais força para a mobilização da direita nos atos de 7 de Setembro. A principal manifestação está marcada para a Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na segunda-feira (7), às 15h. As principais bandeiras são o “Fora, Moraes” e a defesa do impeachment do ministro. Críticas ao governo federal e o “Fora, Lula” também estão na pauta do protesto.

A reação de Moraes às apurações conduzidas pelo ministro André Mendonça, com o pedido para que o colega de tribunal seja incluído no inquérito das fake news, também deve repercutir nos atos de 7 de Setembro. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), classificou a medida como abuso de poder, defendeu o impeachment de Moraes e afirmou que a sociedade deve reagir “pacífica e democraticamente” em defesa dos limites da Constituição e contra o que chamou de arbítrio. A iniciativa, porém, foi retirada do inquérito por Fachin, que determinou nesta sexta-feira que o pedido de investigação contra Mendonça tramite em procedimento separado, sob sua relatoria.

O ato da capital paulista é organizado e articulado pelo Partido Liberal, legenda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e ganhou força justamente no momento em que mensagens entre Vorcaro e Moraes vieram a público e ampliaram a pressão política sobre o ministro. O material divulgado a partir das investigações da Polícia Federal passou a ser explorado pela oposição como argumento para cobrar novas apurações sobre a relação entre o magistrado e o ex-banqueiro.

Entre os principais nomes ligados à organização e à mobilização para o ato estão Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e o pastor Silas Malafaia, responsável pela organização dos trios elétricos das grandes manifestações da direita.