O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli usou notícias da “mídia formal” para contrariar uma análise da Polícia Federal (PF) que não via razão para a tramitação do caso na Corte, por ausência de autoridades com foro privilegiado no foco das apurações. A decisão que retirou o caso da Justiça Federal ocorreu no dia 3 de dezembro de 2025, um dia após a delegada Janaína Palazzo afirmar que a corporação fez um “filtro minucioso” e não encontrou autoridades com prerrogativa de foro nas apurações iniciais.

Em sua decisão Toffoli afirmou que a investigação era “supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função”. A justificativa mencionada pelo ministro foi a existência de notícias da “mídia formal” sobre o tema, apesar de a PF ter informado no dia anterior que não encontrara autoridades com foro no foco das apurações.

Os processos do caso Master tiveram seus sigilos levantados na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, que sucedeu Toffoli na relatoria após a imprensa encontrar indícios de uma relação de proximidade com Vorcaro. A liberação atende a uma solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.

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