O Poder Judiciário brasileiro gastou R$ 9,8 bilhões em 2025 com verbas indenizatórias – os chamados “penduricalhos” – e outras despesas relacionadas a recursos humanos, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O valor representa 6,6% dos R$ 148,5 bilhões gastos com pessoal e supera em mais de duas vezes os R$ 4,4 bilhões destinados pelos tribunais à informática.

As chamadas verbas indenizatórias incluem pagamentos como diárias, passagens, auxílio-moradia e licença compensatória, que pode ser convertida em dinheiro. Parte desses adicionais pode elevar a remuneração de magistrados acima do teto constitucional de R$ 46 mil, dando origem aos chamados supersalários.

O gasto total do Judiciário chegou a R$ 164,6 bilhões em 2025, o maior da série histórica iniciada pelo CNJ em 2009, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (21) pela Folha de S. Paulo. Desse montante, R$ 148,5 bilhões, ou 90,2%, foram destinados a despesas com pessoal, enquanto o restante correspondeu a outras áreas, como tecnologia e custos operacionais.

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