Deltan Dallagnol (Novo) criticou a decisão liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restringiu sua campanha ao Senado pelo Paraná. Em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, nesta segunda-feira (21), o ex-procurador afirmou que a medida criou uma situação que considera atípica: sua candidatura permanece formalmente registrada, mas ele está impedido de realizar atos de campanha.

Nesta segunda-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por 5 votos a 2, a suspensão da campanha de Dallagnol ao Senado pelo Paraná. O plenário virtual da Corte referendou a decisão liminar, enquanto o tribunal não julga definitivamente o recurso contra o registro de sua candidatura. A medida suspendeu atividades de propaganda, proibiu a participação de Dallagnol em debates e no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão e bloqueou o acesso aos recursos do fundo eleitoral.

O registro da candidatura, porém, segue deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que aprovou a postulação por quatro votos a três. “Por incrível que pareça, existe candidatura, mas não existe campanha. Então o que muda na minha campanha é que não tem campanha. Tem uma candidatura sem campanha”, afirmou Dallagnol.

O candidato contestou a fundamentação da liminar. “Vai entender essa decisão. Por que que todo mundo fica surpreso e fica estarrecido? Porque não existe explicação para ela. Ela é uma aberração jurídica, ela é uma violência, ela é uma facada na Constituição e na lei”, declarou.