O ativista Thiago Ávila diz que enfrenta, desde domingo (20), reações negativas após ter adulterado uma placa da rua Estado de Israel, em São Paulo. Na ocasião, ele colou um adesivo sobre a placa, mudando temporariamente o nome da via para “Palestina Livre do Rio ao Mar”. Ele conta que, desde o episódio, vem sendo atacado por adversários nas redes sociais, relata ameaças a si e à sua família e afirma que o seu comitê sofreu uma tentativa de arrombamento, a qual ele associa ao ato.

“O que aconteceu foi uma ação simbólica que durou 5 minutos, aquele adesivo sequer ficou lá, o que impressiona a gente é que isso deu brecha para um intenso ataque de calúnia e difamação”, afirmou.

A campanha do candidato a deputado associa o arrombamento à manifestação do último fim de semana porque seu nome estaria muito mais visado. De acordo com a assessoria, seu nome quadruplicou em buscas no Google, mas a equipe decidiu não registrar boletim de ocorrência.

Participante da flotilha global Sumud ao lado da ativista ambiental Greta Thunberg, Thiago foi preso pelas forças israelenses e relata ter sido torturado física e psicologicamente na ocasião. Atualmente, concorre ao cargo de deputado federal por São Paulo pelo partido Rede Sustentabilidade, o mesmo de André Janones e Marina Silva, e tem como principal bandeira a defesa da Palestina.