Assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ficado cada vez mais isolado politicamente nas Américas com as vitórias da direita em eleições em outros países, o petista ficou em minoria nos debates sobre o combate ao crime organizado no continente durante a Assembleia Geral da ONU, na qual os discursos de líderes de Estado e governo começaram nesta terça-feira (22) em Nova York.

No seu pronunciamento, Lula refutou ações militares dos Estados Unidos contra grupos criminosos no Brasil e enviou recados ao presidente americano, Donald Trump.

“Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime. Esse é o espírito da proposta que entreguei pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos”, disse o mandatário brasileiro, que em seguida argumentou que o Brasil está fazendo sua parte no enfrentamento a esses grupos.

“Em 2025, realizamos a maior operação contra o crime organizado da história do Brasil. Batemos recorde de apreensão de drogas e de bens e recursos ilícitos. Estamos enfrentando todos os escalões da criminalidade, inclusive os magnatas do crime. A Lei Antifacção que acabamos de aprovar impõe ao crime organizado penas superiores às previstas para o terrorismo”, afirmou Lula.