Os petistas históricos José Dirceu e Antonio Palocci tiveram destaque no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, até hoje, são considerados os ministros mais poderosos que passaram pelos três governos Lula. Vinte e três anos depois, selam destinos opostos: a festejada volta de Dirceu às urnas e o amargo ostracismo imposto a Palocci.

Na última semana, Lula pediu publicamente votos para Dirceu, candidato a deputado federal por São Paulo, e classificou a provável eleição como uma reparação de injustiça. O poderoso ex-chefe da Casa Civil, cassado no mensalão, preso anos depois e sempre influente, agora também puxa voto.

O retorno encerra longa fase. Dirceu foi condenado por liderar a compra de apoio parlamentar e por desvios apurados na Operação Lava Jato. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a prescrição da condenação, anulando atos do ex-juiz Sergio Moro e estendendo o benefício dado a Lula.

Palocci percorreu caminho inverso. Ministro da Fazenda de Lula e chefe da Casa Civil da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), deixou o círculo partidário, foi preso na Lava Jato e tornou-se colaborador da Polícia Federal (PF). Hoje, atua como consultor empresarial em São Paulo, longe da militância e dos holofotes.