A distribuição de canetas emagrecedoras pela rede pública de saúde não consta do plano oficial de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e não estava no esboço inicial da campanha petista. Mas emergiu como uma das promessas tiradas da cartola na reta final, com o acirramento da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), detectado pelas pesquisas.

O anúncio da disponibilização pelo SUS, feito com entusiasmo por Lula na última quinta-feira (17), em Montes Claros (MG), está muito longe de se concretizar. O governo ainda não sabe quanto a medida custará, quando começará e quem terá acesso ao tratamento.

Até chegar à população, os medicamentos precisam passar pelas etapas regulares de incorporação ao SUS, que incluem avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde, além da definição do protocolo e, principalmente, da fonte de financiamento.

Depois de apresentado o pedido, a Conitec tem prazo de até 180 dias, prorrogável por mais 90, para concluir a análise.