O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) voltou a pedir que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determine uma triagem do material do caso Master para preservar informações eventualmente protegidas pelo sigilo profissional entre advogado e cliente. O documento foi protocolado nesta quarta-feira (23) e é assinado pelo presidente da entidade, José Alberto Simonetti, e por outros sete advogados.

A entidade expressa “preocupação institucional” com os vazamentos à imprensa e diz que a obtenção legítima pela investigação não autoriza, por si só, a violação do sigilo. O documento reforça que não faz “juízo acerca da licitude de contratos, pagamentos ou condutas profissionais” e que não tem a pretensão de tornar algum advogado livre de apuração.

“O que se pretende é a adoção de cautelas efetivas para que o acesso a informações eventualmente relevantes à investigação não resulte, por extensão, na exposição de conteúdo protegido pelo sigilo profissional, compreendendo comunicações confidenciais, estratégias de defesa, informações confiadas pelo constituinte ou documentos relacionados a clientes e terceiros sem pertinência com os fatos investigados”, conclui.

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