Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da Argentina, Javier Milei, costumam discordar em quase tudo, mas um tema em especial contrapõe com ainda mais força os dois mandatários: Israel. Isso ficou claro na Assembleia Geral da ONU, cujo debate de líderes de governo e Estado está sendo realizado esta semana em Nova York.

Enquanto Lula no seu discurso na terça-feira (22) acusou o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, de genocídio pela guerra na Faixa de Gaza, Milei destacou seu alinhamento com Israel na sua fala, no dia seguinte, e se encontrou com o primeiro-ministro.

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, disse o petista no seu pronunciamento.

“Perseguir o Tribunal Penal Internacional e seus integrantes é um estímulo para que esses crimes fiquem impunes”, acrescentou, mencionando a corte que tem sido alvo de sanções do governo Donald Trump pelo mandado de prisão contra Netanyahu.