A decisão desta sexta-feira (25) do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) de não afastar do caso Master nem investigar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi alvo de críticas entre políticos de direita que defendem uma responsabilização.

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) assinou o ofício que deu causa ao julgamento, como integrante da bancada do Novo. Ela criticou o que chamou de uma sessão “ultrajante e corporativista”.

“Um cara que toma uísque, fuma charuto e pede favores para o investigado pode ser o “acusador” desse mesmo investigado? No Brasil sim”, pontuou.

Por unanimidade, os integrantes entenderam que o colegiado não tem competência para declarar impedimento ou suspeição do chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido de investigação também foi rejeitado, mas com divergências: 4 dos 9 presentes (Gonet preside o conselho, mas não participou por ser parte interessada) defendiam ao menos uma apuração preliminar, a cargo de outro subprocurador a ser designado. Foi vencedor, porém, o voto do relator, Francisco de Assis Sanseverino, contra qualquer medida.