Em um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta quarta-feira (30), Yaniv Hayoun contou como ele e outros passageiros conseguiram dominar o copiloto que atacou o comandante do voo FZ1073 da Flydubai e assumiram os controles da aeronave enquanto ela despencava. Hayoun foi um dos três israelenses que partiram para cima do agressor. Os outros dois, Tzvika Manes e Asaf Rajuan, também relataram à imprensa o que aconteceu dentro do avião no momento de tensão.

A aeronave, um Boeing 737 que transportava 174 pessoas de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Tel Aviv, em Israel, perdeu milhares de metros de altitude antes de ser estabilizada. O copiloto, identificado por autoridades israelenses como cidadão de Omã, é acusado de esfaquear o comandante indiano Smit Machchhar e tentar derrubar a aeronave. O avião acabou fazendo um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita. A motivação do ataque ainda está sob investigação. Contudo, Netanyahu afirmou mais cedo que o ocorrido foi uma tentativa de ataque jihadista. Outras autoridades israelenses também tratam o episódio como uma possível tentativa de ataque terrorista.

Comandante ferido conseguiu abrir a cabine

Tzvika Manes contou ao Canal 12 de Israel que sua mulher acompanhava a filha pequena ao banheiro, próximo à cabine de comando, quando ouviu gritos e barulho de uma luta. Ela avisou uma comissária de bordo. Pouco tempo depois, segundo o relato de Manes, o comandante apareceu ferido na porta enquanto o copiloto continuava o ataque.

Mesmo gravemente ferido, Machchhar conseguiu liberar a porta da cabine de controle da aeronave. Doron Spielman, porta-voz de Netanyahu, afirmou que o comandante usou o que chamou de seus “últimos momentos de força” para acionar a abertura da cabine. Isso permitiu que os passageiros e integrantes da tripulação chegassem ao controle da aeronave e impedisse a derrubada do avião.