A crise do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a escalar a quatro dias do primeiro turno das eleições, acendendo o alerta sobre a possibilidade de afetar votos decisivos em um cenário de disputa apertada. A mais prejudicada pode ser a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A temperatura da Corte havia arrefecido após o pedido de vista do ministro Flávio Dino, em 15 de setembro, que suspendeu a análise de uma questão de ordem relacionada às petições do caso do Banco Master envolvendo supostos diálogos de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, com o ministro Alexandre de Moraes.

Mas a disputa em torno da retirada de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida, iniciada na sexta-feira (25), desencadeou um novo ciclo de embates entre os ministros. Naquele dia, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de conteúdos que associavam Flávio Bolsonaro (PL) à suposta intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.

Em decisão monocrática, Flávio Dino derrubou no domingo (27) a determinação e liberou a circulação das publicações, sob o argumento de proteção à liberdade de expressão e religiosa.