O mundo estará de olho na eleição presidencial brasileira, cujo primeiro turno será realizado no domingo (4), e três países em especial observam de perto essa disputa: os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias do mundo, e a Argentina, vizinha do Brasil e que tem o segundo maior PIB da América do Sul.

O interesse desses países e de outras nações no pleito brasileiro, entretanto, não fica restrito a questões econômicas e também está relacionado a outros pontos estratégicos, como geopolítica e segurança, destacam especialistas.

Segundo a plataforma Observatório de Complexidade Econômica (OEC, na sigla em inglês), China, Estados Unidos e Argentina são os três principais destinos das exportações brasileiras, enquanto ocupam o top 4 das importações feitas pelo Brasil – com chineses e americanos nas duas primeiras posições e argentinos ficando atrás destes países e da Alemanha.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Allan Gallo, professor de direito e economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (MackLiber) e do Núcleo de Estudos sobre China (NECH) da instituição, disse que a eleição do próximo fim de semana não é um plebiscito entre Pequim e Washington, devido à diferença nas relações do Brasil com as duas grandes potências mundiais.