O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados torceram para que os embates no campo da direita culminassem na escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência. No cálculo político do entorno do petista, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro seria um adversário mais fácil de enfrentar na tentativa de conquistar o quarto mandato.

O cenário observado há pouco mais de dois meses depois do início oficial da campanha, no entanto, é de uma disputa acirrada, com pesquisas mostrando alternância de liderança entre os dois candidatos no primeiro e no segundo turnos.

Uma sucessão de acontecimentos contribuiu para o desgaste de Lula, apesar das facilidades de deter, como presidente, a “caneta decisória” e de o PT conhecer profundamente a máquina de reeleição.

A ideia inicial de transformar a eleição em uma comparação entre os governos Lula e Bolsonaro, ao lado do mote da soberania, foi sendo ajustada ao longo dos meses, à medida que a campanha foi sendo permeada por más notícias na economia, corrupção e atritos em torno do seu comando.