As pesquisas para presidente na semana da votação do primeiro turno de 2022 mostravam um cenário relativamente tranquilo para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com boa possibilidade de sequer precisar disputar o segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), o que não aconteceu. 

Quatro anos depois, a situação a poucos dias das eleições 2026 é bem diferente. A vantagem do petista para Flávio Bolsonaro (PL) é mais justa. Quando ela existe.

Na reta final do primeiro turno da eleição presidencial passada, os institutos de pesquisa davam de 46% a 48,3% das intenções de voto para o petista. Por outro lado, Bolsonaro marcava de 33% a 41%. Esses dados levam em conta as pesquisas AtlasIntel, Datafolha, Ideia e Quaest.

A frente de Lula variava de 7,3 a 14 pontos percentuais, considerando os votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos. A diferença extrapolava com alguma folga a margem de erro. Nas urnas, a diferença entre eles foi bem menor, de 5,1 pontos percentuais — nesse caso com votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos.