A se considerar a relação estabelecida por Lula com o Supremo Tribunal Federal (STF) neste seu terceiro mandato, uma eventual reeleição tornará a Corte ainda pior. E o Brasil, que já afunda a olhos vistos, conhecerá uma ruína jamais vista em sua história. O que o tribunal fez nos últimos anos, semanas e dias é prova inequívoca do caminho de decadência institucional, degradação ética e contaminação político-partidária já trilhado.

O passado recente indica que o petista indicará nomes de perfis semelhantes aos de Flávio Dino e Cristiano Zanin para as quatro cadeiras que terá direito de preencher se estiver à frente do Executivo por mais um mandato. Basta lembrar que, mesmo com a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, Lula já anunciou que tentará emplacar novamente o criador da orwelliana “Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia” na vaga que ainda lhe resta indicar neste mandato.

O resultado será a cristalização, por décadas, de um tribunal dominado politicamente por uma maioria de pendor autoritário, censor e partidário.

A captura política do STF nunca esteve tão clara e intensa. Nos últimos quatro anos, Lula teve à disposição um Alexandre de Moraes disposto a perseguir implacavelmente Jair Bolsonaro, o adversário mais forte que o petista já enfrentou na carreira.