Às vésperas do primeiro turno, a acirrada eleição presidencial de 2026 ganhou um sério complicador com repentinas e parciais decisões de tribunais e embates de juízes. O cancelamento do debate da TV Globo, nesta quinta-feira (1º), expôs o prejuízo da escalada intervencionista para a livre escolha do eleitor.

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu o púlpito vazio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atendendo à campanha do presidente sob o argumento de que a presença era facultativa e a ausência exposta constrangeria o ausente. Eis uma clara proteção da juíza ao petista.

Já Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou pôr Renan Santos (Missão) no debate, atendendo ao esdrúxulo pedido do Solidariedade, partido de Paulinho da Força, aliado do STF. Com isso, a composição mudou de última hora no sentido de incluir um duro crítico de Flávio Bolsonaro (PL).

A Globo atribuiu o cancelamento do último encontro de presidenciáveis na tevê antes do pleito de domingo (4) à insegurança jurídica gerada por uma série de inesperadas canetadas de juízes contra a lei e regras firmadas com os partidos. Candidatos e entidades de imprensa protestaram contra o caos.