Protestos contra a crise da habitação tomaram cerca de 50 cidades da Espanha neste sábado (3) e aumentaram a pressão sobre o governo socialista do primeiro-ministro Pedro Sánchez, que avalia antecipar as eleições gerais previstas para 2027. A nova crise ocorre depois de o premiê sofrer uma derrota no Parlamento nesta sexta-feira (2), quando deputados derrubaram dois decretos apresentados pelo governo para enfrentar os problemas de acesso à moradia.

Em Madri, milhares de pessoas foram às ruas para cobrar medidas contra o aumento dos aluguéis e os despejos. Dados oficiais apontaram cerca de 70 mil participantes na capital, enquanto os organizadores apresentaram uma estimativa muito maior, de aproximadamente 500 mil pessoas.

Também foram convocadas manifestações em cidades como Barcelona, Valência, Sevilha, Málaga e Bilbao. Em Madri, houve confrontos entre manifestantes e policiais durante os atos.

A mobilização ocorre em meio a uma crise habitacional que se tornou um dos principais problemas políticos do governo Sánchez. Os preços dos imóveis e dos aluguéis aumentaram nos últimos anos, principalmente nas grandes cidades e regiões turísticas, enquanto movimentos de inquilinos passaram a cobrar medidas mais duras do governo sobre a questão.