A Quaest divulgou neste sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições de 2026, uma pesquisa de intenções de voto para as duas cadeiras do Senado pelo Paraná.
Filipe Barros (PL) aparece com 25% dos votos válidos na pesquisa estimulada, enquanto Alexandre Curi (Republicanos) tem 21%, e Deltan Dallagnol (Novo) registra 21%. Os três candidatos estão empatados dentro da margem de erro, que é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Na sequência, Gleisi (PT) tem 15%, Dr Rosinha (PT) registra 10%, Cristina Graeml (PSD) aparece com 7% e Karen Guerreiro (Missão) marca 1%.
Com relação à candidatura de Deltan Dallagnol, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cassou monocraticamente o registro de candidatura do ex-procurador ao Senado neste sábado (3). A decisão individual atendeu a um recurso da federação encabeçada pelo PT e reformou o entendimento do TRE-PR, contrariando também parecer favorável da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE).
O relator alegou fraude na exoneração do ex-procurador do MPF em 2021 e decretou a nulidade dos votos atribuídos à chapa, mas a determinação ainda precisará ser analisada pelo plenário do TSE.
Deltan Dallagnol classificou a medida como “a maior violência eleitoral da história do Brasil” e acusou o Judiciário de ingerência no pleito. O candidato apontou contradições do magistrado quanto ao respeito à soberania popular, argumentou que uma decisão de tal impacto jamais deveria ser tomada por um único integrante do tribunal e apontou manobra para favorecer a eleição da petista Gleisi Hoffmann.
A defesa do candidato atua para reverter a cassação no colegiado do TSE. Dallagnol afirmou que seu nome e número seguem ativos nas urnas neste domingo (4). O ex-procurador convocou o eleitorado a manter o apoio no primeiro turno e transformar a indignação com a decisão em um “voto de revolta”.
Pesquisa para senador pelo Paraná em 2026
A pesquisa Quaest fez cenário espontâneo (quando os nomes não são apresentados) e um cenário estimulado (quando são mostrados os nomes). O resultado é o consolidado de primeiro e segundo votos e reduzido para 100%.
Cenário estimulado (votos válidos)
- Filipe Barros (PL): 25%
- Alexandre Curi (Republicanos): 21%
- Deltan Dallagnol (Novo): 21%
- Gleisi (PT): 15%
- Dr Rosinha (PT): 10%
- Cristina Graeml (PSD): 7%
- Karen Guerreiro (Missão): 1%
- Marcelo Marcelino (PCO): 0%
- Joaquim do MLB (UP): 0%
Cenário espontâneo (votos totais)
- Deltan Dallagnol (Novo): 10%
- Filipe Barros (PL): 9%
- Alexandre Curi (Republicanos): 7%
- Gleisi (PT): 5%
- Dr Rosinha (PT): 3%
- Cristina Graeml (PSD): 2%
- Karen Guerreiro (Missão): 1%
- Marcelo Marcelino (PCO): 0%
- Joaquim do MLB (UP): 0%
- Indecisos: 60%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 2%
- Outros: 1%
Metodologia: 2.004 entrevistados pela Quaest de 2 a 3 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pela TV Paranaense. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-05119/2026.
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Por que a Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais
A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população.
Métodos de entrevistas, composição e número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar no resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.
Pesquisas publicadas nas eleições de 2022, por exemplo, apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna. Feitos esses apontamentos, a Gazeta do Povo considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.

















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