Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno das eleições 2026. Ao vencer nas urnas, ele deixou para trás não só a esquerda, representada por Patrus Ananias (PT), como também o atual governador Mateus Simões (PSD), que era vice de Romeu Zema (Novo) e que trocou o Novo pelo PSD para tentar seguir à frente do governo mineiro.
Na votação deste domingo (4), com 100% das seções eleitorais totalizadas, Cleitinho teve 55,40% dos votos válidos (6.321.590 votos).
Os demais candidatos receberam a seguinte votação:
- Patrus Ananias (PT): 26,34% (3.006.088 votos);
- Flávio Roscoe (PL): 6,97% (795.193 votos);
- Mateus Simões (PSD): 4,65% (530.292 votos);
- Alexandre Kalil (PDT): 3,54% (403.466 votos);
- Gabriel (MDB): (MDB): 2,08% (237.051 votos);
- Ben Mendes (Missão): 0,70% (80.308 votos);
- Indira Xavier (UP): 0,18% (20.662 votos);
- Professor Túlio Lopes (PCB): 0,10% (10.957 votos);
- Rafael Duda (PSTU): 0,04% (4.764 votos);
- Henrique Áreas (PCO): 0,01% (1.464 votos).
Com idas e vindas, Cleitinho virou candidato quase no fim do prazo
Desde o início do ano, Cleitinho era o nome preferido da direita para a disputa ao governo mineiro, inclusive de Flávio Bolsonaro (PL), que via nele um importante palanque em um estado considerado decisivo para a disputa presidencial. O próprio, porém, esquivou-se o quanto pôde dessa possibilidade, adiando a decisão sobre a candidatura.
Diante da demora, o PL começou a buscar uma alternativa que sanasse minimamente a ausência de Cleitinho no pleito. Vittorio Medioli (PL) surgiu como plano B, mas não se viabilizou. No período após as convenções, o PL optou por Flávio Roscoe para não ficar sem candidato em Minas Gerais.
Isso aconteceu ao mesmo tempo em que o Republicanos rechaçou a possibilidade de seguir com o nome de Cleitinho pela falta de definição do senador e ficou sem candidato. Quando a situação parecia pacificada, Cleitinho colocou-se à disposição do partido para concorrer e precisou convencer os companheiros de Republicanos da viabilidade da candidatura, que foi confirmada na última semana de registro.
Plano do PT não era ter candidato em Minas Gerais
Assim como o PL, o PT também não trabalhava com a ideia de um candidato próprio em Minas Gerais. Patrus Ananias acabou se tornando a saída emergencial, de última hora, para o partido garantir palanque a Lula no estado.
O plano A era viabilizar o senador Rodrigo Pacheco, que trocou o PSD pelo PSB de olho nessa possibilidade. Entretanto, ele recuou, anunciou o fim da carreira política ao término do mandato de senador em 2027 e frustrou as expectativas do PT de um nome de peso na disputa estadual.
O PT partiu para o plano B, que respondia por Marília Campos (PT), que de cara não embarcou e decidiu seguir com a candidatura ao Senado. Sobrou o deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias, que aceitou o desafio e foi confirmado na convenção do partido.
Mateus Simões trocou o Novo pelo PSD para fortalecer candidatura
A saída de Rodrigo Pacheco coincidiu com a filiação de Mateus Simões ao PSD, que deixou o Novo em busca mais espaço e tempo de televisão para viabilizar a candidatura dele, que assumiu o governo estadual com a renúncia de Romeu Zema (Novo) para disputar a eleição para presidente da República.
A filiação ao PSD, porém, afastou qualquer possibilidade de composição com o PL, o que tirou o peso da candidatura de alguém que já era desconhecido pela população e que não conseguiu se apresentar como uma alternativa na direita mineira.
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