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Cooperativas paranaenses como a Coopavel e a Cocamar decidiram investir na fabricação própria de bioinsumos, aproveitando o crescimento de um mercado que movimentou R$ 7 bilhões em 2025. Com fábricas em Cascavel e Paranavaí, as organizações buscam oferecer produtos biológicos frescos e assistência técnica direta aos associados, reduzindo a dependência de fornecedores externos e insumos químicos.
O que são bioinsumos e qual a importância deles para a agricultura brasileira?
Bioinsumos são produtos feitos a partir de microrganismos vivos, como bactérias e fungos, que ajudam as plantas a crescerem de forma saudável. Na prática, eles funcionam de duas maneiras principais: ajudando a planta a capturar nutrientes do solo e do ar ou combatendo pragas e doenças de forma natural. Esse mercado está em franca expansão no Brasil, movimentando bilhões de reais. A grande vantagem é que eles oferecem uma alternativa ou um complemento aos defensivos químicos tradicionais, atendendo a uma demanda crescente dos consumidores por alimentos produzidos de maneira mais sustentável.
Qual é a principal vantagem das cooperativas ao fabricarem seus próprios biológicos?
A grande diferença está na proximidade com o agricultor. Diferente de uma indústria convencional, as cooperativas já possuem uma rede pronta de lojas, agrônomos e uma relação de confiança com milhares de associados. Essa estrutura, chamada de capilaridade, facilita não apenas a entrega do produto, mas principalmente o acompanhamento técnico. Como muitos desses bioinsumos contêm organismos vivos que exigem cuidados especiais com temperatura e aplicação, ter um especialista da cooperativa visitando a lavoura garante que a tecnologia funcione corretamente e traga o resultado esperado no campo.
O uso de bioinsumos garante uma redução imediata nos custos de produção?
Nem sempre o retorno financeiro vem de gastar menos dinheiro na compra dos insumos. Em alguns casos, como na cultura da soja, as bactérias podem substituir totalmente o fertilizante nitrogenado, gerando economia real. No entanto, em outras situações, os biológicos entram como um investimento adicional para melhorar o controle de pragas que os químicos sozinhos já não resolvem bem. O foco dos produtores tem sido o custo-benefício e o aumento da produtividade. Ao colher mais sacas por hectare com um manejo eficiente, o agricultor melhora sua margem de lucro e fica menos dependente das variações de preço do mercado.
Como funciona o acompanhamento técnico para garantir a eficácia desses produtos?
A aplicação de biológicos exige planejamento e análise do histórico de cada propriedade. Os agrônomos avaliam as condições do solo, o tipo de praga e até o clima antes de indicar o produto. Como são organismos vivos, erros na dose ou no momento da aplicação podem anular os benefícios. Por isso, as cooperativas investem em assistência técnica para orientar o produtor sobre as melhores práticas. O objetivo é que o agricultor enxergue o resultado na prática, gerando segurança para substituir gradualmente os químicos por soluções biológicas que são produzidas perto de sua fazenda e chegam sempre frescas.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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