O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, decidiu manter no ar vídeos da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a críticas sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), a situação econômica das famílias e o envolvimento do filho, Fábio Luís, o “Lulinha”, à fraude bilionária do INSS.

A Gazeta do Povo apurou que as decisões foram tomadas após a campanha de Lula pedir a retirada das peças e direito de resposta. Em uma das propagandas, Flávio afirma que o governo Lula teria criado um “desequilíbrio institucional” e decidido “governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei”, além de integrar um “sistema apodrecido”.

A campanha de Lula argumentou que a propaganda criava artificialmente uma relação de coalizão entre o presidente e Moraes, sem demonstrar qualquer transferência ou compartilhamento de competência presidencial. Nunes Marques, porém, considerou que as críticas estão inseridas no debate eleitoral e que a atuação do Supremo e de seus ministros ocupa atualmente espaço relevante na discussão pública.

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