O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido vai apostar em um “confronto de projetos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) neste segundo turno da disputa à presidência da República. Os dois candidatos terminaram a primeira rodada com cerca de dois milhões de votos de diferença.
A partir de agora, a campanha do PT vai tentar mirar principalmente os mais de 30 milhões de eleitores que deixaram de votar no primeiro turno com um pedido de comparação entre os projetos apresentados pelos dois candidatos.
“[O presidente Lula] fez mudanças e, portanto, quem fez mudanças poderá mudar ainda mais a vida do povo brasileiro. É esse confronto de projetos que nós vamos estabelecer, essa diferenciação de projetos que vamos no segundo turno e vamos pedir ao povo brasileiro escolher, refletir”, disse a jornalistas.
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Entre os projetos que a campanha de Lula vai focar é o fim da escala 6×1, que vem sendo fortemente criticado por Flávio Bolsonaro como um projeto oportunista e eleitoreiro. Para o PT, a estratégia é desgastar a imagem do candidato de que é supostamente contra o trabalhador.
Na véspera, o próprio presidente Lula partiu para o ataque afirmando que “a máscara vai cair” quando o Senado começar a votar a proposta. As discussões começaram nesta terça-feira (6) e devem levar à votação na próxima semana.
“Meu adversário vai ter que tomar uma decisão; se vai mandar a bancada do partido dele votar favorável ao fim da jornada de trabalho 6×1. Na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair. É o primeiro teste para que o PL diga o que quer para esse país”, afirmou Lula após reuniões com aliados para definir as estratégias da campanha.
Lula afirmou, ainda, que confia que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), colocará a proposta para votação na próxima semana.
“Quem mentiu até agora, quem não falou a verdade, quem brincou de falar a verdade, agora chegou o dia D. Vai ter que dizer se vai ou não votar”, provocou Lula. “É só dizer sim ou não e o povo vai saber”, pontuou.
A proposta em análise prevê reduzir de 44 para 40 horas a jornada semanal, garantir dois dias de descanso e manter o salário, sem redução. Para ser aprovada, precisa receber pelo menos 49 votos dos 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.

















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