A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a substituição da prisão preventiva do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A manifestação será analisada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Operação Sem Desconto, que investiga o roubo bilionário de aposentados e pensionistas.

Stefanutto está preso desde novembro de 2025 após ser alvo de uma das fases da operação e foi indiciado pela Polícia Federal por suspeitas de participação no esquema. Segundo a investigação, ele teria usado os cargos que ocupou no INSS para favorecer entidades envolvidas nas fraudes e deixado deliberadamente de fiscalizar os descontos aplicados aos beneficiários.

O relatório da PF aponta suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, inserção de dados falsos em sistema de informação e participação em organização criminosa. De acordo com os investigadores, Stefanutto teria recebido pagamentos mensais de até R$ 250 mil em troca de sua suposta omissão na fiscalização das entidades associativas.

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