“Não é que faltou um tiquinho. Não faltou um tiquinho. Foi apenas muito ruim”, reconheceu Renan Santos, candidato do partido Missão, na noite de domingo (4). A avaliação foi ao ar no formato preferido de Renan, em que há anos ele passa horas e horas por dia falando com seus seguidores: uma live no YouTube.

Encerrada com 2,24% dos votos, a campanha presidencial deveria marcar o início da construção da bancada nacional do partido, fundado em 2023 pelo MBL (Movimento Brasil Livre). A jornada, no entanto, terminou com apenas dois mandatos, ambos em São Paulo — Kim Kataguiri na Câmara dos Deputados e Rafa Minato na Assembleia Legislativa. 

Em 2018, antes de ter a própria legenda, o MBL elegeu quatro integrantes em três estados (Paraná, Mato Grosso e São Paulo). No pleito seguinte, o grupo também fez dois deputados paulistas, como neste ano. Mas as duas vagas conquistadas agora não bastaram para atingir a cláusula de barreira e garantir acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita. 

A aposta era ambiciosa: reunir e organizar uma direita ao mesmo tempo antipetista e antibolsonarista. Antes da campanha, Renan Santos afirmou à Gazeta do Povo que o Missão deveria ser “uma das três expressões políticas mais poderosas do Brasil”.