Pela terceira vez em uma semana, mísseis e drones houthis atingiram no sábado (10) o principal aeroporto de Riad, a capital da Arábia Saudita, e e paralisaram o coração do plano econômico saudita. O ataque deixou ao menos 12 mortos e 309 feridos, segundo fontes médicas e diplomáticas consultadas pela Reuters, e escancarou o custo de uma guerra mal calculada no Iêmen e do distanciamento de aliados ocidentais: a estratégia de modernização do reino petrolífero está exposta à retaliação rebelde.

O golpe no hub de Riad

A explosão ocorreu no principal terminal do Aeroporto Internacional Rei Khalid por volta das 15h, no horário local. Houve pânico, evacuação de passageiros e suspensão temporária das operações para avaliação de danos e segurança. A cena no entorno traduziu a gravidade: um repórter do The New York Times próximo ao aeroporto viu trânsito parado e várias ambulâncias e veículos de emergência se dirigindo aos prédios principais, onde a polícia havia bloqueado as vias. Os ataques desta semana também atingiram o aeroporto de Abha, no sul do reino, matando e ferindo várias pessoas e danificando instalações, segundo as autoridades sauditas.

A repetição dos ataques forçou o cancelamento e o desvio de voos internacionais. Kuwait Airways, Lufthansa, Air India, FlyDubai e Pakistan International Airlines interromperam suas linhas para o país. Embaixadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Espanha e Canadá orientaram seus cidadãos a evitar a região.

O sinal mais imediato do custo econômico veio do mercado: o Brent subiu mais de 5% após os primeiros ataques — a instabilidade no reino petrolífero tem custo global.