Um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que mensagens do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), foram apagadas — e que isso dificultou reconstruir o histórico das publicações. A equipe não encontrou no canal as informações denunciadas como falsas pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), mas só analisou o que estava disponível entre 2 e 11 de outubro.

Ficaram de fora as publicações de setembro citadas no processo, algumas já apagadas. Por causa da urgência, a equipe também não analisou o conteúdo integral dos vídeos e dos áudios que não foram transcritos. O relatório não diz quem apagou as mensagens e não conclui que o conteúdo apagado era falso.

Tarefas para militantes

O canal “Exército do Lula” mobiliza apoiadores da reeleição do presidente, com vídeos, áudios e tarefas de divulgação nas redes. A campanha de Flávio pediu sua suspensão sob acusação de espalhar informações falsas contra o candidato.

Na quinta-feira (8), o ministro André Mendonça já havia mandado retirar um vídeo de Janones e Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre supostos cortes em direitos trabalhistas e aposentadorias, por considerar que as afirmações não tinham respaldo no programa de governo ou nas declarações de Flávio.