A Veja publicou em 9 de outubro relatos de Daniel Vorcaro sobre propinas para acessar fundos de pensão de estatais federais para o seu Banco Master. As acusações envolvem interlocutores de Luiz Inácio Lula de Silva (PT), com pagamentos e contrapartidas contestados e sem comprovação pela Justiça.

Segundo a revista, o Master buscava captar R$ 10 bilhões, reservando 10% a intermediários ligados ao PT. Vorcaro teria citado João Vaccari Neto, Olavo Noleto e Alexandre Padilha. A captação federal não vingou, segundo a publicação, que ainda traz menções a negócios com fundos municipais.

A Veja afirma que o material chegou à PGR em junho, nas negociações de delação. A PF nega ter recebido depoimento ou documentos com tal teor. A Procuradoria confirmou a rejeição da proposta, mas preservou os motivos sob sigilo, dizendo que foram comunicados aos advogados do banqueiro.

A PGR declarou ter recebido as propostas como elaboradas pela defesa, sem recusar previamente assuntos nem conversar diretamente com Vorcaro. A divergência exige esclarecer o conteúdo apresentado e seu exame, enquanto dados públicos não comprovam a omissão dos investigadores.