A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) transformou seu canal de divulgação política pelo WhatsApp em um novo apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A plataforma é semelhante ao “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), que está fora do ar em período de transição após regularização determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques.
O canal da deputada, chamado de “Tropa da Erika Hilton com Lula”, foi criado em 2024 e já soma 379 mil seguidores.
A plataforma no aplicativo de mensagens vem sendo divulgada como uma alternativa ao de Janones, que já reunia mais de quatro milhões de pessoas e está em um período de transição para voltar ao ar em até 48 horas após ser oficialmente registrado na Justiça Eleitoral.
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Assim como no canal de Janones, Erika Hilton e seus aliados enviam mensagens e vídeos com “tarefas” com metas que os seguidores devem realizar, como comentar, curtir, repostar e compartilhar. Entre os pedidos estão críticas à oposição sobre o fim da escala 6×1, Pé-de-meia Universitários, entre outros.
“Não são metas difíceis porque todo mundo tá engajando também, mas é ESSA TROPA QUE VAI GARANTIR ESSAS MÉTRICAS MAIS RÁPIDO! Meus amores, não é porque tem mais gente engajando que a gente NÃO VAI ENTRAR DE CABEÇA NISSO. BORA PRA CIMA”, retratam mensagens postadas.
A polêmica em torno do canal “Exército de Lula” se deu após a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionar o TSE, no último final de semana, alegando que a plataforma utilizava uma estrutura de transmissão em massa sob comando único de Janones para disseminar notícias falsas de forma coordenada. A acusação mencionava que o grupo propagava supostas fake news contra o senador, incluindo temas envolvendo milícias e lavagem de dinheiro.
Embora a área técnica do TSE tenha ponderado em relatório posterior que não localizou os conteúdos específicos da denúncia nas mensagens visíveis, o órgão alertou que mensagens apagadas poderiam ter sido removidas e que o formato do grupo gerava riscos ao processo eleitoral. A disputa gerou um vai-e-vem de decisões na cúpula da Corte entre Nunes Marques e o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
O presidente Lula e seus aliados criticaram duramente o bloqueio, classificando as decisões de Nunes Marques como “tendenciosas” e um “absurdo”. Críticos e apoiadores do governo apontaram um suposto tratamento desigual em relação aos canais de mobilização da oposição.
Por outro lado, a oposição e a equipe de Flávio Bolsonaro cobraram maior agilidade da Justiça Eleitoral e criticaram a reativação do grupo, classificando as decisões que mantiveram o canal no ar como atos “acintosos” de complacência com a mentira. Posteriormente, a própria campanha do senador registrou o canal “Tropa do Flávio” para evitar decisões semelhantes.

















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