O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao Palácio do Planalto por uma margem muito estreita na eleição de 2022, sustentado por uma frente que reuniu adversários de Jair Bolsonaro (PL) de variados espectros. Mas o terceiro mandato do presidente ignorou apoios e compromissos, dificultando a sua reeleição.

A distância entre as expectativas criadas e as entregas parece explicar o desgaste de Lula e a frustração dos seus aliados com a perda de favoritismo no segundo turno do pleito atual. Juros elevados, endividamento de famílias e quebradeira de empresas mostram caos fiscal e alimentam desconfiança.

Transferir responsabilidade à área econômica, à primeira-dama ou, diz Lula, à “promiscuidade” do Supremo Tribunal Federal (STF) apenas poupa quem toma as decisões. O presidente escolheu ministros, alianças e rumos que hoje custam caro ao PT e reduzem possibilidades de renovação na esquerda.

Mesmo uma eventual reeleição não encerraria a crise do ocaso petista: um Congresso hostil limitará a agenda, ampliará conflitos institucionais e a crise econômica à vista pode até levar a um impeachment do presidente reeleito. Veja o resumo dos sete erros que devem encerrar o ciclo lulista.