O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou nesta sexta-feira (16) para tornar réu Oswaldo Eustáquio por associação criminosa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o acusou por diversas postagens e eventos relacionados a supostos ataques à democracia. A sessão virtual da Primeira Turma segue até a próxima sexta-feira (23).

A denúncia cita diversas manifestações sobre a presença no QG do Exército e de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nelas, Eustáquio diz que “as forças armadas estão prontas para agir”, fala que “o povo precisa legitimar a ação do Chefe Supremo das Forças Armadas”.

Para a PGR, os fatos apurados indicam que o acusado “apoiava publicamente a insurreição que estava em curso e que usava de sua influência para incentivar seus seguidores a aderirem ao intento golpista”. A denúncia chega a citar um encontro com Bolsonaro no Palácio do Alvorada em dezembro de 2022. A informação foi revelada pelo tenente-coronel Mauro Cid em delação premiada.

Nesta fase, não está em discussão se Eustáquio é culpado ou inocente. Os ministros devem decidir se há elementos mínimos na denúncia para criar uma ação penal. Caso entendam que sim, haverá a instrução, com a coleta de provas e depoimentos. Só depois é que ocorre o julgamento do mérito.