Flávio Bolsonaro (PL) gastou a maior parte dos 40 minutos de sua sabatina desta sexta-feira (16) na TV Globo para rebater conteúdos difundidos pela campanha e governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associam a direita a arroubos autoritários e retrocessos democráticos.

A estratégia foi responder às acusações sem perder o tom moderado nem deixar que a agenda do rival ditasse a entrevista. Por diferentes frentes, Flávio mostrou compromisso com a legalidade, a ordem institucional e até com certo desapego pelo poder. As perguntas não o constrangeram.

As pressões para imputar ao candidato do PL suposta continuidade de um projeto de hegemonia iniciado pelo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cresceram desde que Flávio passou à frente de Lula para o segundo turno, somando-se a questionamentos que o perseguem desde sempre.

Com o desafio de gerir a vantagem dada pela primeira votação, contendo desgastes do vale tudo trazido por Lula e sustentando o favoritismo até as urnas no dia 25, Flávio negou que questionaria o resultado das eleições, caso seja derrotado. E ainda prometeu cumprir um só mandato até 2030.