O voto para governador em 2026 “custou” de R$ 0,18 a R$ 7,40, considerando as despesas contratadas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até agora e os votos recebidos no primeiro turno. A Gazeta do Povo calculou o custo do voto de 14 candidatos em 11 estados e no Distrito Federal.
A maior campanha ficou longe do voto mais caro da lista. Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo, declarou R$ 25,5 milhões em despesas, mais que qualquer outro candidato analisado. Como também foi o mais votado, com 14,5 milhões de votos, o gasto se diluiu: R$ 1,76 por voto, o terceiro menor valor da lista.
O menor custo do voto ficou em Minas Gerais. Com R$ 1,15 milhão em despesas, Cleitinho (Republicanos) fez 6,3 milhões de votos e venceu no primeiro turno, a R$ 0,18 por voto. O voto de Tarcísio custou quase dez vezes mais.
Na outra ponta está Celina Leão (PP), que disputa o segundo turno no Distrito Federal: R$ 7,40 por voto, considerando a votação do primeiro turno. A prestação de contas dela é de 9 de outubro, posterior à apuração, e pode incluir gastos já feitos para o segundo turno.
Entre os eleitos, o voto mais caro foi o de Daniel Vilela (MDB), reeleito em Goiás, com R$ 3,61, quase 20 vezes o de Cleitinho. Vilela foi eleito vice-governador em 2022, na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), então filiado ao União Brasil. O emedebista assumiu o governo em março, quando Caiado deixou o cargo para disputar a Presidência da República.
A análise considerou dez estados em que o governador foi eleito no primeiro turno (Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), além do Distrito Federal e do Espírito Santo, onde a disputa vai ao segundo turno em 25 de outubro. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) foi declarado eleito no primeiro turno depois da retotalização dos votos.
As despesas constam no DivulgaCandContas, do TSE, e foram consultadas em 14 de outubro. O custo do voto é o total de despesas contratadas, que inclui gastos pagos e a pagar, dividido pelos votos obtidos no primeiro turno.
Nenhuma campanha declarou despesas acima do teto de gastos e os valores ainda são parciais: os eleitos no primeiro turno têm até 3 de novembro para prestar contas à Justiça Eleitoral. Para quem disputa o segundo turno, o prazo vai até 14 de novembro. Douglas Ruas e Ricardo Ferraço (MDB) só entregaram a prestação parcial, entre 2 e 4 de outubro, e os números deles ainda podem mudar.
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Do voto mais caro, de R$ 3,61, ao mais barato, de R$ 0,18
Goiás
Daniel Vilela (MDB), reeleito
- Total de votos: 2.148.218
- Total de despesas contratadas: R$ 7.749.137,22
- Custo por voto: R$ 3,61
Rio de Janeiro
Douglas Ruas (PL), eleito
- Total de votos: 4.271.199
- Total de despesas contratadas: R$ 15.287.222,82
- Custo por voto: R$ 3,58
- Derrotado no primeiro turno, Eduardo Paes (PSD) fez 3.706.984 votos e declarou R$ 15.855.248,62 em despesas. Custo por voto: R$ 4,28
Rio Grande do Sul
Zucco (PL), eleito
- Total de votos: 3.516.048
- Total de despesas contratadas: R$ 11.311.660,84
- Custo por voto: R$ 3,22
Ceará
Elmano de Freitas (PT), reeleito
- Total de votos: 2.875.573
- Total de despesas contratadas: R$ 8.463.970,01
- Custo por voto: R$ 2,94
Pernambuco
Raquel Lyra (PSD), reeleita
- Total de votos: 2.805.438
- Total de despesas contratadas: R$ 7.676.239,12
- Custo por voto: R$ 2,74
Paraná
Sergio Moro (PL), eleito
- Total de votos: 3.127.911
- Total de despesas contratadas: R$ 7.942.238,58
- Custo por voto: R$ 2,54
Santa Catarina
Jorginho Mello (PL), reeleito
- Total de votos: 2.942.386
- Total de despesas contratadas: R$ 7.468.485,90
- Custo por voto: R$ 2,54
São Paulo
Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito
- Total de votos: 14.491.874
- Total de despesas contratadas: R$ 25.495.293,94
- Custo por voto: R$ 1,76
Bahia
Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito
- Total de votos: 4.626.509
- Total de despesas contratadas: R$ 6.610.910,66
- Custo por voto: R$ 1,43
Minas Gerais
Cleitinho (Republicanos), eleito
- Total de votos: 6.321.590
- Total de despesas contratadas: R$ 1.153.007,46
- Custo por voto: R$ 0,18
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Celina Leão, no Distrito Federal, tem o voto mais caro entre os 14 candidatos analisados: R$ 7,40
No Distrito Federal e no Espírito Santo, a disputa pelo governo será decidida em 25 de outubro. Veja quanto custou o voto de cada candidato no primeiro turno, consideradas as despesas declaradas até o dia 14/10.
Distrito Federal
Celina Leão (PP)
- Total de votos: 825.530
- Total de despesas contratadas: R$ 6.111.061,76
- Custo por voto: R$ 7,40
Leandro Grass (PT)
- Total de votos: 569.930
- Total de despesas contratadas: R$ 1.526.202,97
- Custo por voto: R$ 2,68
Espírito Santo
Lorenzo Pazolini (Republicanos)
- Total de votos: 1.048.633
- Total de despesas contratadas: R$ 5.208.444,50
- Custo por voto: R$ 4,97
Ricardo Ferraço (MDB)
- Total de votos: 719.397
- Total de despesas contratadas: R$ 3.393.452,25
- Custo por voto: R$ 4,72
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