Em agenda de campanha na capital paranaense nesta terça-feira (20), o candidato a vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB), cumpriu compromissos pela manhã com empresários locais e se reuniu à tarde com o arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo. Em entrevista para a Gazeta do Povo, Alckmin apontou a Reforma do Judiciário como parte do projeto da chapa, além de abordar pautas econômicas, governabilidade e saúde pública.

O candidato defendeu que o país precisa enfrentar mudanças estruturais na Justiça para aprimorar os critérios de nomeação, controle e transparência dos tribunais superiores. Confira os principais pontos da entrevista:

Reforma do Judiciário

“O Judiciário precisa passar por uma reforma. Isso o presidente Lula já falou. Ele fez a primeira reforma quando Márcio Thomaz Bastos era ministro da Justiça e Nelson Jobim era presidente do STF, que foi a criação do CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público] e do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], órgãos de controle externo. O que nós estamos propondo para o futuro? Mudança no critério de nomeação. Em vez de ser uma escolha pessoal do presidente, haverá um conselho envolvendo a sociedade civil para buscar os melhores nomes”, disse Alckmin.

O candidato afirmou que a adequação dos modelos de mandato e a conduta ética dos magistrados são passos fundamentais para a modernização do setor. “Faz sentido uma coisa vitalícia? Se pegar a Europa inteira, é de 10 ou de 12 anos o mandato de um ministro do Supremo. Também é necessário ter um código de ética. Como nós fizemos reforma tributária, acho que uma outra reforma que deveria ser feita é a do Judiciário”, defendeu.