O chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Yong-sung, disse nesta terça-feira (20) que Seul vai responder com “contundência” a novas provocações da Coreia do Norte, após as ameaças de Pyongyang de reforçar sua postura militar na fronteira e reinstalar os alto-falantes transmitindo propaganda comunista que haviam sido desmontados no ano passado.

“É inaceitável que a Coreia do Norte tenha classificado, ontem, nossas medidas operacionais legítimas como uma provocação e, de forma descarada, tenha culpado nossas forças armadas pela escalada das tensões militares”, afirmou Jin, em um comunicado sobre sua visita a um posto militar responsável pelo setor central da fronteira intercoreana, segundo informações da agência EFE.

Jin também instruiu as tropas a reforçarem sua posição operacional na Zona Desmilitarizada (DMZ), que divide as duas Coreias.

Na segunda-feira (19), Kim Yo-jong, irmã do ditador Kim Jong-un e figura importante do regime comunista de Pyongyang, acusou Seul de efetuar disparos e emitir mensagens de advertência contra soldados norte-coreanos que realizavam trabalhos de fortificação na fronteira.