Durante a eleição de 2022, as agências de checagem ocuparam um lugar de destaque no debate público brasileiro. Em meio à polarização política essas organizações especializadas tomaram para si o papel de árbitros de falas de candidatos e de conteúdos disseminados nas redes sociais. De forma quase automática, publicações feitas por eleitores identificados com a direita eram em grande parte carimbados como fake news. 

Agora, nas eleições de 2026, a relevância desses autodeclarados bastiões da verdade parece ter diminuído sensivelmente. Um exemplo é o sistema do Google que analisa tendências de buscas na internet. A ferramenta mostra que a quantidade de pesquisas sobre uma dessas agências de checagem, a Lupa, atingiu seu pico entre 30 de setembro e 31 de outubro de 2022. Em 2026, o ápice foi em julho, e ainda assim com um volume de buscas 68% menor. 

Uma das maiores mentiras propagadas no primeiro turno das eleições envolveu uma suposta medida que seria tomada por Flávio Bolsonaro caso o candidato do PL vença as eleições: tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. 

Repetida à exaustão por perfis alinhados à campanha de Lula, a promessa fake não despertou o ímpeto investigatório das agências independentes de checagem brasileiras. A Comprova, formada por veículos de imprensa, publicou um artigo sobre o boato chamando a mentira de “desinformação religiosa” e dizendo que Flávio não fez tal afirmação nem indicou ter feito tal movimento.