O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem discutindo nos últimos dias o bloqueio de canais políticos no WhatsApp às vésperas do segundo turno da eleição presidencial marcada para o próximo domingo (25). A medida atingiria aqueles que possuem mais de 200 mil seguidores, afetando diretamente os dois que ganharam mais destaque nesta reta final: o “Exército do Lula”, que conta com mais de sete milhões de participantes, e a “Tropa do Flávio”, com cerca de dois milhões.

A discussão da medida foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelos jornais Folha de S. Paulo e O Globo e respondida horas depois pelo vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça. De acordo com ele, o possível bloqueio foi debatido pelos magistrados em duas reuniões, na sexta-feira passada (16) e nesta terça-feira (20), e teve consenso sobre a necessidade de tratar do assunto.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, afirmou Mendonça em uma nota à imprensa divulgada no começo da tarde.

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