A dívida externa líquida ficou positiva em US$ 5,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, segundo o Banco Central, o que significa que o Brasil deixou de ser credor internacional após 19 anos, encerrando uma sequência que sobreviveu à crise de 2008, à recessão de 2014-2016 e à pandemia.

Em outras palavras, o Brasil passou a dever ao exterior mais do que possui em reservas internacionais e outros ativos considerados no cálculo da dívida externa líquida. Em junho de 2026, a dívida externa bruta somava US$ 407,1 bilhões, enquanto as reservas internacionais estavam em US$ 402 bilhões. A diferença de US$ 5,1 bilhões marca o fim da posição de credor externo líquido, mantida desde 2007.

Isso não significa que o país esteja perto de ficar sem dólares para honrar seus compromissos. As reservas continuam funcionando como um colchão de segurança contra choques externos, oscilações cambiais e interrupções na entrada de recursos. A mudança, porém, reduz a margem de proteção que o país mantinha ao longo das últimas duas décadas.

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