Desde o 1º turno, os maiores institutos de pesquisa do Brasil não divulgam de imediato no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o detalhamento das sondagens por municípios/estados onde são feitas as entrevistas – e também não disponibilizam a lista de cidades onde pesquisadores coletaram dados.

Trata-se de uma informação fundamental para entender perfis de eleitores, regiões abordadas e compreender números como a pesquisa Quaest de ontem (registro no TSE BR-08535/2026), na qual Flávio Bolsonaro (PL) tem apenas um ponto percentual de vantagem sobre o presidente Lula da Silva. Nas eleições passadas, esta informação era publicizada no TSE tão logo a pesquisa era divulgada na mídia. A da Quaest, de ontem, apareceu no link do TSE com este aviso: “Pesquisa não possui arquivo de bairros/municípios” – a exemplo de outras dezenas de outros institutos.

Questionada se poderia enviar à Coluna a lista de cidades visitadas, a assessoria da Quaest informou que estes dados só poderão ser demandados junto ao TSE, e emendou apontando o tribunal como dificultador: “No segundo turno, o TSE implementou mudanças no sistema, passando a exigir a complementação de diversas informações e alterando tanto os prazos quanto a forma de disponibilização desses dados ao público. Como essas definições são de responsabilidade do próprio Tribunal, não temos como antecipar quando as informações estarão disponíveis”.

Lula vai ao mercado

Uma ala poderosa do staff eleitoral do PT, que faz a ponte com o mercado, enviou sinais de paz para fundos de investidores estrangeiros e pretende reunir o presidente Lula da Silva com investidores e grandes empresários, novamente, em São Paulo ou Brasília até sábado. A intenção é tranquilizar o mercado sobre as contas públicas num eventual 4º mandato do petista, a despeito dos bilhões de reais a mais de gastos previstos para 2027.