A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi contra um pedido do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT) conhecido como “Lulinha”, para o aprofundamento das investigações sobre vazamentos de inquéritos contra ele em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF).

A manifestação consta em um parecer protocolado no último sábado (17) na ação aberta de ofício (sem pedido) pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para lidar com a crise na Corte. É o mesmo documento em que a PGR defendeu que sigam presos três familiares e um advogado ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O parecer aponta que Lulinha “sugere providências”, mas não cita ou analisa o mérito dos pedidos. Antes disso, para na questão de quem pode ou não solicitar providências em um inquérito. O documento lembra que a investigação apura um crime de ação pública incondicionada. Nela, o Ministério Público pode apresentar uma denúncia ao Judiciário mesmo sem a vítima pedir qualquer providência. Homicídio, roubo e crimes sexuais são exemplos nesta categoria.

Na ação pública condicionada, o poder ainda é do Ministério Público, mas ele depende de uma manifestação formal da vítima ou, em casos específicos, do ministro da Justiça, para estar autorizado a agir. Um exemplo comum é o do crime de ameaça. O processo só avança caso a pessoa que se sentiu ameaçada deixe claro que pretende representar contra o ofensor.